Desenrola Brasil: crédito, dignidade, proteção e responsabilidade social
- Fernando Mineiro

- 5 de mai.
- 2 min de leitura

Você acha justo que uma parcela considerável da população, que trabalha muito e ganha pouco, seja punida por se endividar com compras e juros de cartão de crédito? É isso que acontece quando você tem o nome negativado e é impedido de acessar novos empréstimos e financiamentos.
Foi pensando nessas pessoas, e algumas delas você certamente conhece, que o presidente Lula lançou mais uma iniciativa para ajudar famílias de baixa renda a quitar ou renegociar dívidas e voltar a ter acesso ao crédito no país.
O novo Desenrola Brasil é voltado para quem recebe até cinco salários mínimos e prevê descontos de até 90% nas dívidas. O trabalhador poderá usar até 20% do FGTS para quitar seus débitos. Quem está na lista do Serasa terá a chance de limpar o nome. Famílias, estudantes e pequenos empreendedores são o público-alvo do programa.
Segundo o Banco Central, os brasileiros comprometem, em média, 30% da renda mensal com dívidas. E isso não é pouca coisa.
Outra grande sacada do novo Desenrola Brasil: quem aderir ao programa será impedido de apostar em bets. Mas por que uma medida tão dura? Porque essas plataformas de apostas virtuais vêm causando a destruição de famílias inteiras, com forte impacto na saúde mental de pessoas que, de forma descontrolada, perdem dinheiro, patrimônio e, muitas vezes, o respeito e o vínculo com seus próprios familiares.
Estudos recentes estimam que os brasileiros gastem cerca de R$ 30 bilhões por mês com apostas. Restringir o acesso a esse tipo de atividade para quem já está endividado é proteger quem está em situação de vulnerabilidade.
O novo Desenrola Brasil se soma a outras iniciativas relevantes, como a primeira fase do programa e a ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
Como venho afirmando, em 2026 temos uma oportunidade clara de escolher um projeto de país: ou se governa para aliviar o peso sobre quem mais precisa, ou se vira as costas para essa realidade. Em um Brasil marcado por desigualdades profundas, medidas como essa não são apenas políticas públicas, e sim um teste de compromisso com a dignidade das pessoas. E esse compromisso precisa ser cobrado, defendido e, acima de tudo, mantido.
Nosso mandato está onde sempre esteve: ao lado do povo e de Lula, debatendo e apresentando soluções para os reais problemas do Brasil.



