Em defesa da UERN e da CAERN: educação e água não são mercadorias
- Fernando Mineiro

- 11 de mai.
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Foto: Ricardo Morais/UERN
Os ataques à UERN desferidos, no último fim de semana, pelo candidato bolsonarista ao Governo do Estado, Álvaro Dias, não são novidade. O grupo ao qual ele pertence ameaça há vários anos a venda de dois patrimônios públicos da nossa sociedade: a UERN e a CAERN.
Mas há um ponto fundamental nessa história: esse projeto só poderá ser executado se, um dia, o nosso estado voltar a ser governado pela direita ou pela extrema direita.
Defender a UERN e a CAERN é defender o futuro do Rio Grande do Norte. A proposta de federalização da universidade estadual e a privatização da companhia de águas fazem parte de um projeto político que ameaça direitos históricos da população potiguar.
A UERN é um dos principais instrumentos de democratização do conhecimento, da ciência e da formação profissional em nosso estado, especialmente nas regiões Oeste, Médio Oeste e Alto Oeste, onde milhares de jovens tiveram acesso ao ensino superior graças à presença da universidade pública. Não é coincidência que setores da elite potiguar apoiem ataques à instituição: conhecimento, ciência e cultura sempre incomodaram quem prefere um povo sem pensamento crítico.
No caso da CAERN, a tentativa é transformar a água em mercadoria. Enquanto vários países do mundo retomam o controle público dos serviços de saneamento, reconhecendo que água e esgoto são direitos essenciais, a direita e a extrema direita insistem na lógica da privatização e da prevalência do lucro sobre o interesse coletivo.
A sociedade potiguar precisa enfrentar esse projeto excludente nas ruas, no Executivo e no Legislativo. As eleições de 2026 são um momento importante para firmar posição e deixar sem mandato aqueles que atacam nosso patrimônio público. Defender a UERN e a CAERN é defender cidadania, soberania e dignidade para o povo do Rio Grande do Norte.



