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Governo Lula enfrenta o crime contra a economia popular nos postos de combustíveis

  • Foto do escritor: Fernando Mineiro
    Fernando Mineiro
  • 9 de abr.
  • 2 min de leitura
Cade selecionou os postos de combustíveis do Rio Grande do Norte para a primeira fase da fiscalização
Cade selecionou os postos de combustíveis do Rio Grande do Norte para a primeira fase da fiscalização


O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu processo para investigar cartéis de postos de combustíveis no país. Nessa primeira fase, cinco estados foram selecionados — entre eles, o Rio Grande do Norte.


O que vem acontecendo no Brasil, no que diz respeito ao aumento abusivo dos preços dos combustíveis, não pode ser tratado como simples distorção de mercado: estamos diante de um verdadeiro crime contra a população. E enfrentar essas organizações é mais do que uma escolha política, é um dever de qualquer governo que se proponha a defender os interesses do povo.


Não basta fiscalizar postos que cometem ilegalidades. É preciso ir além: punir de forma rigorosa e exemplar aqueles que se aproveitam de crises globais para explorar o cidadão comum. A impunidade, nesse cenário, funciona como combustível para a continuidade do abuso.


A atual crise do petróleo não nasceu no Brasil. É resultado direto de tensões internacionais, marcadas pela prepotência geopolítica dos EUA e de Israel e conflitos no Oriente Médio.


Ainda assim, seus impactos por aqui poderiam ser significativamente menores não fosse o legado recente de desmonte do setor energético nacional. A política de privatizações do governo Bolsonaro — que incluiu a venda de refinarias, como a potiguar Clara Camarão, e da BR Distribuidora — fragilizou a capacidade do país de equilibrar preços e proteger o consumidor.


Medidas


Diante desse cenário, o governo Lula adotou medidas para conter os efeitos da alta internacional no bolso do brasileiro. Entre elas, zerou os impostos federais, como PIS e Cofins, sobre o diesel e, a partir de uma articulação com os estados, reduziu o ICMS incidente sobre os combustíveis.


Além disso, os impostos federais sobre o querosene de aviação também foram zerados, buscando conter o aumento das passagens aéreas. Soma-se a isso o subsídio de R$ 850 por tonelada de gás de cozinha importado, uma medida que busca garantir o abastecimento e evitar distorções no mercado.


Essas ações, implementadas de forma rápida e emergencial, evidenciam uma tentativa concreta de mitigar os impactos da crise sobre a população. Mas é preciso deixar claro: medidas econômicas, por si só, não resolvem o problema estrutural se não vierem acompanhadas de fiscalização firme e punição efetiva.


Cartel não se combate com discurso. Ao impor limites claros a quem lucra com o abuso, o governo Lula reafirma que, nesse jogo, não há espaço para neutralidade: ou se está ao lado do povo, ou ao lado de quem explora.

Deputado Federal Fernando Mineiro

Sobre mim

Fernando Mineiro foi eleito deputado federal pelo Rio Grande do Norte (RN) em 2022, com 83.481 votos. Em sua trajetória política, cumpriu quatro mandatos como vereador na Câmara Municipal de Natal e outros quatro como deputado estadual na Assembleia Legislativa do RN.

 

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