MEC Livros: quando a política pública vira acesso real
- Fernando Mineiro

- 7 de abr.
- 2 min de leitura

Imagine ter à sua disposição, literalmente na palma da mão, mais de 8 mil livros para escolher livremente. Literatura brasileira e estrangeira, romances, poesia, biografias, clássicos e lançamentos, e sem pagar absolutamente nada.
É exatamente isso que o governo Lula está entregando à população com o MEC Livros, um aplicativo que não apenas estimula, mas democratiza o acesso à leitura no Brasil.
O aplicativo está disponível para Android, computadores e também tem integração com o portal gov.br.
Na prática, o app funciona como uma verdadeira biblioteca digital, uma ferramenta tecnológica colocada a serviço da educação e da cultura, como deveria ser desde sempre.
E é preciso dizer com todas as letras: nas áreas da educação e da cultura, não há comparação possível entre os governos do PT e qualquer outro governo na história da República brasileira.
Digo isso não apenas como parlamentar, mas como professor da rede pública e cidadão que acompanha de perto os impactos concretos dessas políticas.
Programas como Fies, Prouni, Pé-de-Meia, Ciências sem Fronteiras, a lei de cotas nas universidades e a expansão das instituições federais e do ensino técnico não são iniciativas isoladas, formam um projeto consistente de país. Um projeto que, de fato, amplia oportunidades e enfrenta desigualdades históricas no acesso à educação.
E há um ponto que não pode ser ignorado: o alto custo dos livros no Brasil. Resultado de uma combinação de fatores, a exemplo do baixo volume de vendas, custos de produção, logística e carga tributária indireta, o preço dos livros físicos ainda é uma barreira concreta para milhões de brasileiros.
O que o governo Lula faz agora é atacar esse problema com inteligência: usar a tecnologia para romper barreiras e colocar o livro onde ele sempre deveria estar: ao alcance de todos.
No Rio Grande do Norte, sou autor da lei estadual do Livro, que cria políticas públicas de incentivo à leitura e à literatura local. Na Câmara dos Deputados, participei da comissão especial que elaborou o novo Plano Nacional de Educação, aprovado pelo Congresso no fim de março, um marco estratégico para os próximos dez anos.
Nosso mandato tem lado e compromisso: educação e cultura como direitos, não como privilégio.
O MEC Livros não é apenas um aplicativo. É uma escolha política, um símbolo de prioridade. É a prova de que, quando há vontade, o Estado pode, e deve, transformar a realidade.



