TCE recomenda desaprovação das contas de Álvaro Dias
- Fernando Mineiro

- 23 de mai.
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Mais um órgão de fiscalização do Rio Grande do Norte revelou, nesta semana, a verdadeira face da gestão de Álvaro Dias no comando da administração pública.
Depois de o Tribunal de Contas da União e o Ministério Público Federal apontarem uma série de falhas, irregularidades e indícios de mau uso de dinheiro público nas obras da engorda de Ponta Negra, agora foi a vez do Tribunal de Contas do Estado recomendar a desaprovação das contas referentes a todos os anos em que Álvaro administrou Natal.
Bem fundamentada, a recomendação do TCE expõe o total descontrole das contas públicas, com abertura de créditos suplementares acima dos limites permitidos pela Constituição Federal e realização de gastos sem lastro financeiro. O resultado é um cenário de desequilíbrio orçamentário e financeiro incompatível com quem pretende governar uma cidade, e ainda mais um Estado.
Tenho sido crítico das últimas gestões municipais desde os tempos em que fui vereador de Natal, mas não me recordo de uma administração que tenha causado tantos prejuízos à cidade quanto a conduzida por Álvaro Dias. Não é coincidência que todos os órgãos de controle e fiscalização que atuam no Estado, incluindo os federais, apontem erros graves e grosseiros, que vão da falta de transparência a denúncias de corrupção.
Isso sem falar na ação do Ministério Público Eleitoral que acusa o ex-prefeito de utilizar a máquina pública para eleger seu sucessor, o atual prefeito Paulinho Freire. A denúncia inclui assédio a servidores, compra de votos e outros crimes eleitorais. O caso aguarda julgamento no Tribunal Regional Eleitoral e, até o momento, segue cercado pela morosidade da Justiça.
Desde a pandemia, Álvaro Dias assumiu o alinhamento com o bolsonarismo e lançou sua pré-candidatura ao Governo do Estado ao lado de Flávio Bolsonaro, que ainda deve muitas explicações sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, figura central do escândalo envolvendo o Banco Máster e apontado como pivô da maior fraude financeira da história recente do Brasil.
O povo do Rio Grande do Norte merece refletir seriamente sobre o tipo de liderança que deseja para os próximos anos. Em 2026, o eleitor terá novamente nas mãos a responsabilidade de decidir os rumos do Estado. Mais do que discursos e alianças políticas, será preciso avaliar histórico administrativo, compromisso com a transparência e respeito ao dinheiro público. O voto não pode ser movido por marketing, conveniência ou paixão ideológica, mas pela capacidade real de governar com responsabilidade, honestidade e equilíbrio.
E Álvaro Dias já mostrou, e os órgãos de controle provam a cada denúncia ou recomendação, que não está apto para comandar o Rio Grande do Norte.



