Até quando Paulinho Freire e Álvaro Dias vão fingir que os erros da engorda de Ponta Negra não existem?
- Fernando Mineiro

- 9 de mai.
- 2 min de leitura

Agora foi a vez do Ministério Público Federal apontar falhas gravíssimas nas obras da engorda de Ponta Negra, destacando que a falta do sistema de drenagem tem potencial para acelerar o processo de erosão do Morro do Careca, principal cartão-postal da nossa cidade.
Essa mesma denúncia eu fiz no início das obras, enquanto o ex-prefeito Álvaro Dias e a imprensa bolsonarista tentavam imputar ao PT a responsabilidade pela demora na liberação das licenças para a execução do projeto. Tudo para atender ao calendário eleitoral e ajudar a eleger o atual prefeito, Paulinho Freire.
Há 15 dias, um relatório do Tribunal de Contas da União também cobrou da Prefeitura de Natal a falta de drenagem e outros erros técnicos na engorda, que iam da falta de transparência ao mau uso dos recursos públicos investidos.
O grupo de Álvaro Dias e Paulinho Freire insiste em dizer que a engorda de Ponta Negra foi executada de forma correta, mesmo com o TCU, o MPF e vários especialistas da área provando o contrário. A dupla desconhece — ou finge não ver — o impacto desses erros na principal praia turística de Natal.
Há poucos dias, a prefeitura chegou a anunciar que o sistema de drenagem seria finalmente feito, mas ainda não apresentou o projeto que pretende implantar, incluindo custos e fontes de financiamento.
Espero que a Justiça atenda aos pedidos feitos pelo MPF, que cobra indenização por danos morais coletivos no valor mínimo de R$ 500 mil e exige o detalhamento do novo projeto de drenagem, além da manutenção e limpeza dos dissipadores e bocas de lobo.
Essa é uma obra importante, e a população de Natal merece ser tratada com respeito, sob pena de falhas técnicas de um projeto açodado matarem o Morro do Careca — uma tragédia sem precedentes para o nosso estado.



