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BolsoMáster: o flagrante do chefe da Casa Civil do governo Bolsonaro

  • Foto do escritor: Fernando Mineiro
    Fernando Mineiro
  • 8 de mai.
  • 2 min de leitura


Ex-chefe da Casa Civil e um dos auxiliares mais próximos do ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) está no epicentro do BolsoMáster, o maior escândalo financeiro da história recente do Brasil.

 

Mensagens interceptadas pela Polícia Federal a partir do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro revelam indícios de pagamento de propina, custeio de viagens e até despesas de cartão de crédito de Ciro Nogueira.

 

As investigações da PF apontam, até agora, para repasses de aproximadamente R$ 18 milhões. Em contrapartida, segundo os investigadores, Nogueira atuaria na defesa dos interesses do banco por meio de emendas e articulações em projetos de lei no Congresso Nacional.

 

Quando eu e a bancada do PT chamamos o escândalo do Banco Máster de BolsoMáster, é porque existem conexões, evidências e sinais claros de uma parceria criminosa entre o banqueiro e parlamentares bolsonaristas, como Ciro Nogueira e outros aliados do ex-presidente. Vale lembrar que Nikolas Ferreira percorreu o país fazendo campanha para Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2022 a bordo de um avião de Daniel Vorcaro.

 

Se o chefe da Casa Civil do governo Bolsonaro recebia vantagens indevidas e tinha despesas pessoais pagas por um banqueiro interessado em favores políticos, não é possível tratar esse caso como um episódio isolado. Trata-se de um grupo político que tentou desacreditar instituições, corroer a democracia e transformar o poder público em instrumento de interesses privados. Esse é o verdadeiro modus operandi da extrema direita bolsonarista.


Importante lembrar também que Ciro Nogueira foi um dos senadores que articularam votos para impedir a nomeação de Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula, para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal.

 

As irregularidades envolvendo o Banco Máster prosperaram sem fiscalização durante o governo Bolsonaro e só vieram à tona após a atuação do Banco Central já na gestão de Gabriel Galípolo, indicado pelo presidente Lula.

 

É justamente essa a diferença entre os projetos de país que estarão em disputa em 2026. De um lado, um grupo político marcado por suspeitas, escândalos e relações promíscuas com o poder econômico. Do outro, a defesa da transparência, das instituições e do combate à corrupção. O Brasil não pode normalizar o que há poucos anos indignava a população. Mais do que nunca, precisamos reeleger Lula e uma bancada de deputados e senadores comprometidos com o combate à corrupção e com a defesa da transparência no Brasil.

Deputado Federal Fernando Mineiro

Sobre mim

Fernando Mineiro foi eleito deputado federal pelo Rio Grande do Norte (RN) em 2022, com 83.481 votos. Em sua trajetória política, cumpriu quatro mandatos como vereador na Câmara Municipal de Natal e outros quatro como deputado estadual na Assembleia Legislativa do RN.

 

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