Daniel Vorcaro e a família Bolsonaro: juntos e desmascarados
- Fernando Mineiro

- 14 de mai.
- 2 min de leitura

Quem ainda tinha dúvidas já não tem mais. Depois do indecoroso áudio vazado da conversa entre Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro — no qual o filho do ex-presidente pede dinheiro ao ex-banqueiro para financiar um filme sobre o pai — a máscara caiu de vez.
O BolsoMáster não é apenas o apelido de mais um escândalo envolvendo a família Bolsonaro. Agora, com as digitais e os áudios de Flávio, o BolsoMáster tornou-se a prova concreta de que Daniel Vorcaro financiava Bolsonaro e diversos bolsonaristas com recursos oriundos do esquema que protagonizou a maior fraude da história do sistema financeiro brasileiro.
Segundo o site Intercept Brasil, Vorcaro desembolsou R$ 61 milhões entre fevereiro e maio de 2025, dentro de um orçamento total de R$ 134 milhões para o filme. A título de comparação, os dois filmes brasileiros de maior repercussão nos últimos anos custaram muito menos do que o investimento de Vorcaro na obra sobre a vida de Jair Bolsonaro.
“O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, custou R$ 28 milhões, enquanto “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, contou com investimentos na ordem de R$ 45 milhões.
Um dia antes de Vorcaro ser preso pela Polícia Federal, Flávio Bolsonaro ligou para o ex-banqueiro para cobrar o dinheiro. Na conversa, chamou-o de “irmão” e ressaltou que “estamos juntos”.
O PT vai pedir a prisão de Flávio Bolsonaro e o bloqueio dos bens do senador.
Já não há mais como esconder a participação da família Bolsonaro no esquema de corrupção envolvendo o Banco Máster. Os fatos vieram à tona, os vínculos ficaram expostos e os discursos moralistas ruíram diante das evidências.
E aqui cabe um questionamento: qual será o posicionamento do senador Rogério Marinho, coordenador nacional da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República? E os demais bolsonaristas da bancada do Rio Grande do Norte no Congresso Nacional? Alguém tem algo a dizer sobre mais esse escândalo de proporção máster?
Até outubro, a tarefa é clara: fortalecer as mobilizações nas redes e nas ruas para reeleger Lula e ampliar uma bancada de deputados e senadores comprometidos com o combate à corrupção, ao crime organizado e ao uso do Estado como instrumento de enriquecimento de grupos políticos.
O Brasil precisa decidir se aceita a normalização desse tipo de esquema ou se reage com firmeza nas urnas.



