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Desculpa, Rede Globo, não vale a pena errar de novo

  • Foto do escritor: Fernando Mineiro
    Fernando Mineiro
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura
Jornalista Andréia Sadi pediu desculpas pelo material "errado e incompleto" / foto: reprodução
Jornalista Andréia Sadi pediu desculpas pelo material "errado e incompleto" / foto: reprodução

“Depois que inventaram o pedido de desculpas, nunca mais ninguém errou.” Esse é um ditado popular antigo, do tempo da minha avó, que se aplica bem à Rede Globo.

 

É impressionante como “erros” são cometidos pela empresa da família Marinho, quase sempre favorecendo um certo grupo político ou até regimes autoritários. Parceira da ditadura militar, a Globo demorou 50 anos para dizer que se arrependia.

 

A última desculpa veio em tom solene, anunciada pela jornalista Andréia Sadi, três dias depois de a GloboNews usar um PowerPoint para tentar jogar no colo do governo Lula o escândalo do Banco Máster.

 

“Errado e incompleto”, disse a jornalista sobre o material.

 

Nem criatividade essa turma tem. Basta lembrar o constrangedor PowerPoint do ex-procurador federal Deltan Dallagnol, divulgado com toda pompa no Jornal Nacional, tentando ligar Lula à Operação Lava Jato. O resultado é conhecido: Dallagnol foi condenado a pagar R$ 146 mil ao presidente por danos morais.

 

É lamentável que uma concessão pública seja usada dessa forma por uma empresa que não esconde seus interesses. E mais lamentável ainda é que esse tipo de atitude não seja punido.  

 

Já comentei aqui, em outro artigo, que o escândalo do Banco Máster e a promíscua rede que o banqueiro Daniel Vorcaro mantinha com políticos, em Brasília, têm as digitais do bolsonarismo.

 

Vorcaro foi um dos principais doadores das campanhas de Jair Bolsonaro e do governador Tarcísio de Freitas (SP). Foi em seu jatinho particular que o deputado Nikolas Ferreira (MG) percorreu o Brasil em 2022 para fazer campanha para Bolsonaro. Isso sem contar o governador Ibaneis Rocha (DF), que tentou usar o BRB para salvar o Máster.

 

A maior fraude do sistema bancário brasileiro ganhou corpo durante o governo Bolsonaro, sem a devida fiscalização do Banco Central, então presidido por Roberto Campos Neto, indicado pelo ex-presidente.

 

O governo Lula agiu de forma diferente. Assim que constatou os primeiros indícios de ilegalidade, o economista Gabriel Galípolo, nomeado por Lula para comandar o BC, determinou uma investigação rigorosa, e o esquema foi descoberto.

 

Todas essas informações são públicas, e ninguém precisa de PowerPoint para entender.

 

Não é mesmo, Rede Globo?

Deputado Federal Fernando Mineiro

Sobre mim

Fernando Mineiro foi eleito deputado federal pelo Rio Grande do Norte (RN) em 2022, com 83.481 votos. Em sua trajetória política, cumpriu quatro mandatos como vereador na Câmara Municipal de Natal e outros quatro como deputado estadual na Assembleia Legislativa do RN.

 

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