Direita quer impedir o fim da escala 6 x 1
- Fernando Mineiro

- 20 de mai.
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Os deputados federais do Rio Grande do Norte, Sargento Gonçalves, General Girão e João Maia, e outros 168 parlamentares Brasil afora, assinaram uma emenda que empurra para daqui a 10 anos o fim da escala 6 x 1 no país.
A emenda, proposta pelo deputado Tião Medeiros, é um ataque direto ao projeto que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais e garante dois dias fixos de descanso sem redução salarial.
O texto ainda cria uma exceção para as chamadas “atividades essenciais”, como saúde, segurança, transporte, energia, logística e agropecuária, permitindo jornadas de até 44 horas semanais, desde que regulamentadas por lei complementar.
Traduzindo do congressês para o português: é uma manobra para manter praticamente tudo como está e continuar empurrando para trabalhadores e trabalhadoras a conta do modelo de exploração defendido por parte do empresariado brasileiro.
A leitura do relatório da Comissão Especial que analisa a PEC do fim da escala 6 x 1 aconteceria hoje, mas acabou adiada para segunda-feira por divergências sobre a transição e outros pontos do texto.
Como muita gente já previa — e eu mesmo repeti várias vezes aqui — o setor mais ultraconservador do Congresso, sustentado por empresários reacionários que enxergam direitos sociais como ameaça, começou a agir nos bastidores para sabotar qualquer avanço na redução da jornada de trabalho.
Mais de 70% da população brasileira já se manifestou favoravelmente ao fim da escala 6 x 1.
Ainda assim, parte do Congresso segue fingindo que não ouviu a sociedade e trabalhando para adiar uma mudança que já deveria ter acontecido há muito tempo.
Por isso, não basta apenas acompanhar a votação pelas redes sociais. É preciso pressão popular, mobilização e cobrança direta sobre deputados e senadores nos estados. Porque, se depender dos defensores da velha lógica do “trabalha mais e reclama menos”, o descanso do trabalhador brasileiro continuará sendo tratado como privilégio — e não como direito.



