Mais de 60% dos brasileiros apontam a violência contra a mulher como o crime mais grave
- Fernando Mineiro

- há 4 dias
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Mais de 60% da população brasileira considera o crime contra a mulher a forma mais grave de violência existente no país. É o que aponta pesquisa divulgada nesta segunda-feira pelo DataFolha em parceria com o Movimento Mulher 360. O dado revela uma percepção coletiva cada vez mais consciente da gravidade de uma realidade que diariamente destrói vidas, famílias e projetos de futuro. E pior: na maioria das vezes, começa dentro de casa.
Recentemente, em Natal, tivemos mais um caso de grande repercussão nacional. Juliana Soares foi agredida pelo ex-namorado com 69 socos no rosto e, não bastasse a violência física, passou a ser hostilizada e ameaçada nas redes sociais quando anunciou sua filiação ao PT meses atrás. Violência de gênero e política num combo só.
Enfrentar esse problema exige mais do que indignação. É preciso políticas públicas permanentes, articulação institucional e mobilização social. Nesse sentido, o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio lançado pelo governo Lula neste ano representa um avanço importante ao reunir Executivo, Legislativo, Judiciário, estados, municípios e sociedade civil em uma estratégia integrada de prevenção, proteção e responsabilização dos agressores.
Participei do lançamento do Pacto Todos por Elas em Brasília e pude testemunhar o compromisso das autoridades presentes em tirar do papel uma ação concreta, com planos e metas definidos.
Além do pacto nacional, o governo Lula tem ampliado ações de enfrentamento à violência contra as mulheres, com operações policiais específicas, fortalecimento das medidas protetivas, criação de sistemas de monitoramento e novas iniciativas voltadas à proteção das vítimas.
Esse é um tema central para o nosso mandato. Ao longo dos anos, venho contribuindo com apoio e a elaboração de projetos, além de divulgar informações que ajudem no enfrentamento dessa chaga. Em janeiro, lançamos a 3ª edição da cartilha “Lei Maria da Penha: guia fácil”, com material de apoio para ações e debates que nosso mandato promove em bairros e escolas desde 2023.
Combater o feminicídio e a violência de gênero é uma responsabilidade coletiva e uma condição indispensável para a construção de um país mais justo, democrático e humano.



