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O que o Nordeste não esquece

  • Foto do escritor: Fernando Mineiro
    Fernando Mineiro
  • há 15 horas
  • 3 min de leitura
Nos governos Lula, a região Nordeste cresceu mais que a média nacional / Foto: Ricardo Stucker
Nos governos Lula, a região Nordeste cresceu mais que a média nacional / Foto: Ricardo Stucker

O ano é 2026. Estamos em pleno século 21, mas a família Bolsonaro ainda enxerga o Nordeste brasileiro como uma região pobre, habitada por miseráveis analfabetos, que migram todos os anos até São Paulo, em cima de um pau de arara, para fugir da seca.

 

É preconceito misturado com uma total desconexão da realidade.

 

As imagens de Bolsonaro e de sua tropa oferecendo capim aos nordestinos eleitores de Lula, em 2022, ainda estão na memória das pessoas. Porque é assim que o pai e os filhos veem o povo do Nordeste: pobres e famintos que precisam de ajuda e comem qualquer coisa.

 

Flávio Bolsonaro e a extrema direita têm apenas um projeto para as eleições de 2026: eleger a maioria no Senado para aprovar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal que cumprem a lei, defendem a democracia e, assim, livrar da cadeia Jair Bolsonaro, condenado e preso por tentativa de golpe de Estado no país.

 

No Rio Grande do Norte, durante o lançamento da candidatura do bolsonarista Álvaro Dias ao Governo do Estado, Flávio Bolsonaro apareceu com uma camisa em que se lia “Nordeste é solução”. Em seu discurso, repetiu as mesmas mentiras eivadas de preconceito que já ouvimos antes: “O PT vendeu a ideia de que o povo precisa depender do governo” ou a famosa “é preciso libertar o Nordeste do PT”.

 

Como falei em entrevista a um jornal local, não há frase em camisa que dê jeito para quem não tem projeto. E é justamente por não ter projeto que a família Bolsonaro ataca Lula, o PT e os nordestinos.

 

O legado do PT para o Nordeste é enorme e vai muito além do Bolsa Família, reconhecido hoje como o principal programa de transferência de renda do mundo. Mas há muito mais avanços para mostrar. Entre 2003 e 2013, durante os governos do PT, o Nordeste registrou crescimento econômico de 4,1%, maior que a média geral do país, de 3,3%.

 

Se os bolsonaristas quiserem falar de inclusão social, não há comparação com qualquer outro governo. Quando Lula assumiu pela primeira vez em 2003, havia 21,4 milhões de nordestinos abaixo da linha da pobreza. Em 2012, esse número caiu para 9,6 milhões. Aliás, os governos do PT tiraram o Brasil do mapa da fome duas vezes. Será que Bolsonaro pode dizer o mesmo?

 

No enfrentamento e convivência com a seca, os governos do PT foram responsáveis pela obra de transposição do Rio São Francisco, que levou água para 12 milhões de pessoas no semiárido brasileiro, e pelo programa Água para Todos, responsável por matar a sede de 22 milhões de sertanejos.

 

Só quem viveu no escuro, em regiões sem energia elétrica, tem a dimensão do impacto do programa Luz para Todos, que já beneficiou mais de 8 milhões de pessoas no Nordeste.

 

No mesmo evento em que Flávio Bolsonaro demonstrava todo o seu preconceito, o bolsonarista Álvaro Dias falava em “varrer o PT do mapa no Brasil e no Rio Grande do Norte”.

 

Varrer o PT significa exatamente excluir a população de todos esses benefícios conquistados com programas e ações realizadas pelos governos Lula 1, 2 e 3.

 

E é exatamente por isso que vamos eleger Lula pela quarta vez. Não por acaso, mas por memória, consciência e resistência. Porque o Nordeste não se curva ao preconceito, não se engana com discursos vazios e sabe exatamente quem esteve ao seu lado quando mais precisou.

 

Deputado Federal Fernando Mineiro

Sobre mim

Fernando Mineiro foi eleito deputado federal pelo Rio Grande do Norte (RN) em 2022, com 83.481 votos. Em sua trajetória política, cumpriu quatro mandatos como vereador na Câmara Municipal de Natal e outros quatro como deputado estadual na Assembleia Legislativa do RN.

 

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