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A democracia sob ataque: lições de 1964 para o Brasil de hoje

  • Foto do escritor: Fernando Mineiro
    Fernando Mineiro
  • 31 de mar.
  • 2 min de leitura
Povo reagiu à perseguição em 1964 e precisa ficar atento em 2026  | Crédito: Foto: Wikimedia Commons
Povo reagiu à perseguição em 1964 e precisa ficar atento em 2026 | Crédito: Foto: Wikimedia Commons

O aniversário de 62 anos do golpe civil-militar de 1964 exige mais do que um simples exercício de memória: é preciso posicionamento.


Diante do avanço da extrema direita no mundo — e, de forma particularmente preocupante, no Brasil — já não há espaço para ingenuidade. Golpes e tentativas de golpe, como a de 8 de janeiro de 2023, não são episódios isolados nem “acidentes históricos”, como creem aqueles que buscam reescrever a história.


Essa trama faz parte de um projeto político deliberado.


É preciso dizer com todas as letras: defender a democracia não é uma opção, mas uma necessidade. E isso passa, inevitavelmente, por denunciar o verdadeiro objetivo de grupos fascistas que operam pela ruptura institucional, alimentando o ódio e flertando abertamente com a eliminação de quem pensa diferente.


Na mesma trilha dos militares que, em 1964, derrubaram um presidente legitimamente eleito, o bolsonarismo reproduz a cartilha autoritária com assustadora fidelidade.


Não por acaso, o líder desse movimento foi julgado, condenado e hoje cumpre pena de 27 anos de prisão por atentar contra o Estado Democrático de Direito e tentar, assim como em 1964, se manter no poder pela força.


Mas seria um erro grave subestimar esse campo político, mesmo diante de derrotas judiciais. A história já mostrou o custo da impunidade: a Lei da Anistia, ao poupar torturadores e assassinos da ditadura, permitiu que a semente autoritária de 1964 continuasse viva — e hoje ela segue à espreita, pronta para avançar diante de qualquer fragilidade institucional.


Por isso, 2026 não é apenas mais uma eleição. É, possivelmente, a mais decisiva de nossas vidas. O que está em jogo é a escolha entre o retorno a um passado de perseguição, censura e violência, ou a consolidação de um futuro com avanços sociais e econômicos, sustentado por uma democracia onde divergências se resolvem pela política — e nunca pela força.


Democracia sempre. Ditadura nunca mais.

Deputado Federal Fernando Mineiro

Sobre mim

Fernando Mineiro foi eleito deputado federal pelo Rio Grande do Norte (RN) em 2022, com 83.481 votos. Em sua trajetória política, cumpriu quatro mandatos como vereador na Câmara Municipal de Natal e outros quatro como deputado estadual na Assembleia Legislativa do RN.

 

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