As 7 mentiras de Álvaro Dias sobre a engorda, segundo o “evangelho” do TCU
- Fernando Mineiro

- há 2 horas
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A análise do TCU sobre a engorda da Praia de Ponta Negra escancara o abismo entre o discurso político e a realidade técnica. A obra, vendida como símbolo de eficiência pelo ex-prefeito Álvaro Dias, revela um conjunto preocupante de falhas que enfraquecem sua credibilidade.
Foram 7 as mentiras contadas sobre a engorda para iludir a população em um ano eleitoral. Leia o relatório completo aqui
Entre os principais problemas estão o uso de um modelo simplificado de execução, inadequado para a complexidade do projeto, e dúvidas consistentes sobre a qualidade dos estudos técnicos. No campo ambiental, o que se vê é ainda mais grave: interferências que limitaram órgãos de controle e fragilizaram o licenciamento.
A promessa de durabilidade também não resistiu ao tempo. A rápida erosão em áreas sensíveis, como o Morro do Careca, expõe fragilidades no planejamento e na execução. Soma-se a isso a suspeita de uso de material não autorizado e possíveis irregularidades financeiras.
Nem mesmo a licitação escapa: apontada como transparente, pode ter restringido a concorrência. E, como agravante, faltou transparência na divulgação de informações ambientais à população.
O conjunto de equívocos não indica erros isolados, mas um padrão que compromete a confiança na gestão pública. O que era anunciado como solução virou um retrato de falhas acumuladas.
Se confirmadas, essas irregularidades não podem terminar em notas técnicas ou relatórios arquivados. Porque, no fim, mais grave que uma obra mal feita é a normalização da irresponsabilidade, e isso cobra um preço que nenhuma faixa de areia consegue esconder.



