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A mídia tradicional e a campanha contra Lula e o PT

  • Foto do escritor: Fernando Mineiro
    Fernando Mineiro
  • há 12 minutos
  • 2 min de leitura


Quando digo que a imprensa tradicional brasileira foi um dos principais vetores de disseminação do antipetismo e da rejeição ao PT e ao presidente Lula nas últimas décadas, há quem diga que exagero. Mas basta observar as manchetes dos três principais jornais do país — O Globo, Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo — publicadas nesta sexta-feira (31):


“Mendonça autoriza PF a investigar Lulinha por tráfico de influência”.


Não é apenas uma questão de semelhança. As manchetes são idênticas: usam as mesmas palavras, destacam a mesma mensagem e parecem terem sido escritas pelo mesmo editor.


Depois de tantos anos acompanhando a política brasileira e militando no PT, aprendi a desconfiar de coincidências desse tipo. Por isso, vejo essa cobertura como parte de uma estratégia recorrente de desgaste da imagem de Lula em um momento que antecede mais uma disputa eleitoral.


Ainda assim, não vão conseguir. O próprio presidente Lula tem reiterado que, em seu governo, qualquer pessoa envolvida em corrupção deve responder pelos seus atos, independentemente de quem seja. Esse princípio vale para aliados e, se necessário, também para familiares. Até o momento, porém, não há provas ou elementos públicos que indiquem o envolvimento de qualquer familiar do presidente em práticas ilícitas.


Tenho insistido que esta será uma das eleições mais importantes das nossas vidas justamente porque a intensidade dos ataques contra Lula e contra a esquerda tende a crescer. A máquina de desinformação continuará moendo, impulsionada por notícias falsas e, muitas vezes, por narrativas que parecem seguir um mesmo roteiro.


É impossível não lembrar da capa da revista Veja, às vésperas do segundo turno da eleição de 2014, que estampou Lula e Dilma Rousseff com a afirmação de que ambos “sabiam de tudo”, em referência aos escândalos de corrupção. Uma fake news desmascarada a custo de muitos ataques contra o PT e a nossa militância.  


É hora de aumentar a mobilização nas redes e nas ruas para combater a desinformação e conquistar os votos daqueles que estão indecisos e até dos que se deixaram iludir pelas falsas promessas da extrema direita nos últimos anos.


Até o dia 4 de outubro, será fundamental manter atenção, organização e capacidade de mobilização.



Deputado Federal Fernando Mineiro

Sobre mim

Fernando Mineiro foi eleito deputado federal pelo Rio Grande do Norte (RN) em 2022, com 83.481 votos. Em sua trajetória política, cumpriu quatro mandatos como vereador na Câmara Municipal de Natal e outros quatro como deputado estadual na Assembleia Legislativa do RN.

 

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