Do penta à esperança do hexa: o Brasil que o PT ajudou a mudar em 24 anos
- Fernando Mineiro

- há 7 dias
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Admito que não sou tão fã de futebol como milhões de brasileiros e brasileiras país afora. Assisto um jogo aqui, outro ali, mas sem a paixão que desperta grandes emoções nas ruas e nas redes. A Copa que vale, para mim, é a das mudanças econômicas e sociais que os governos do PT proporcionaram para milhões de pessoas. Essas conquistas conheço bem e de perto porque ajudei a torná-las possíveis ao colocar meus mandatos a serviço de Natal, do Rio Grande do Norte e do Brasil.
Mas unindo a Copa do futebol e a dos avanços sociais e econômicos é interessante observar o que mudou de 2002, ano do último título conquistado pela Seleção Brasileira, até 2026. Durante esses 24 anos, a Seleção parou no tempo, mas o Brasil mudou demais.
Em 2002, o salário mínimo era de apenas R$ 200. Veio o governo Lula e instituiu uma política de valorização real do salário mínimo, com reajustes sempre acima da inflação. O acesso à universidade era privilégio de poucos, hoje a política de cotas abriu as portas das instituições federais para milhões de jovens pobres, negros e trabalhadores.
Há 24 anos também não existiam programas como o Prouni, o Fies ampliado, o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, o Mais Médicos, o SAMU, o Pé-de-Meia e outras tantas iniciativas de sucesso conduzidas por Lula e seu time de ministros. O Brasil também não era referência mundial no combate à fome, nem havia retirado mais de 30 milhões de pessoas da pobreza extrema.
Nessas mais de duas décadas, o país viveu avanços e retrocessos. Viu a renda crescer, universidades e institutos federais serem construídos em todas as regiões (só para o Rio Grande do Norte vieram 21 IFRNs e uma universidade federal no Semi-árido), milhões de empregos serem gerados e o crédito chegar a quem nunca tinha entrado em um banco. A agricultura familiar também ganhou apoio e impulso.
Ao mesmo tempo, nosso país também enfrentou instabilidade política, ataques à democracia, uma tentativa de golpe de Estado e o retorno da fome ao mapa mundial.
A boa notícia é que, nos últimos anos, parte desse caminho voltou a ser percorrida. O Brasil retomou programas sociais, reduziu novamente os índices de fome, ampliou investimentos em educação, voltou a valorizar o salário mínimo acima da inflação, registrou queda no desmatamento e recuperou protagonismo internacional. O Brasil de Lula e dos brasileiros voltou a discutir desenvolvimento, inclusão social e crescimento econômico como objetivos complementares, não como adversários.
Talvez a maior lição desses 24 anos seja que não existe milagre. Nem no futebol, nem na política. Assim como uma seleção campeã precisa de planejamento, talento e trabalho coletivo, um país melhor também depende de escolhas, investimento público e compromisso com quem mais precisa.
O Hexa ainda é um sonho. Mas, olhando para trás, fica evidente que as maiores vitórias do Brasil nem sempre vieram dos gramados. Muitas delas aconteceram quando milhões de brasileiros passaram a ter mais oportunidades, mais direitos e mais dignidade. E essa é uma taça que vale a pena disputar todos os dias.
Nessa encruzilhada que vivemos, com o avanço da extrema direita no mundo e aqui no Brasil, temos uma nova oportunidade histórica de seguir no prumo da reconstrução do país. Para isso, já temos uma Seleção afiada e pronta para mais uma partida decisiva em outubro. O nosso camisa 10 tem nome e sobrenome: Luís Inácio Lula da Silva. Eu já estou escalado para o time de Lula no Rio Grande do Norte ao lado de Cadu Xavier, Samanda Alves e outros companheiros e companheiras do PT e de partidos aliados.
Vamos juntos que a vitória virá.



