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Do penta à esperança do hexa: o Brasil que o PT ajudou a mudar em 24 anos

  • Foto do escritor: Fernando Mineiro
    Fernando Mineiro
  • há 7 dias
  • 3 min de leitura
Presidente Lula, nos braços do povo / foto: Ricardo Stucker
Presidente Lula, nos braços do povo / foto: Ricardo Stucker

Admito que não sou tão fã de futebol como milhões de brasileiros e brasileiras país afora. Assisto um jogo aqui, outro ali, mas sem a paixão que desperta grandes emoções nas ruas e nas redes. A Copa que vale, para mim, é a das mudanças econômicas e sociais que os governos do PT proporcionaram para milhões de pessoas. Essas conquistas conheço bem e de perto porque ajudei a torná-las possíveis ao colocar meus mandatos a serviço de Natal, do Rio Grande do Norte e do Brasil.

 

Mas unindo a Copa do futebol e a dos avanços sociais e econômicos é interessante observar o que mudou de 2002, ano do último título conquistado pela Seleção Brasileira, até 2026. Durante esses 24 anos, a Seleção parou no tempo, mas o Brasil mudou demais.

 

Em 2002, o salário mínimo era de apenas R$ 200. Veio o governo Lula e instituiu uma política de valorização real do salário mínimo, com reajustes sempre acima da inflação. O acesso à universidade era privilégio de poucos, hoje a política de cotas abriu as portas das instituições federais para milhões de jovens pobres, negros e trabalhadores.

 

Há 24 anos também não existiam programas como o Prouni, o Fies ampliado, o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, o Mais Médicos, o SAMU, o Pé-de-Meia e outras tantas iniciativas de sucesso conduzidas por Lula e seu time de ministros. O Brasil também não era referência mundial no combate à fome, nem havia retirado mais de 30 milhões de pessoas da pobreza extrema.

 

Nessas mais de duas décadas, o país viveu avanços e retrocessos. Viu a renda crescer, universidades e institutos federais serem construídos em todas as regiões (só para o Rio Grande do Norte vieram 21 IFRNs e uma universidade federal no Semi-árido), milhões de empregos serem gerados e o crédito chegar a quem nunca tinha entrado em um banco. A agricultura familiar também ganhou apoio e impulso.

 

Ao mesmo tempo, nosso país também enfrentou instabilidade política, ataques à democracia, uma tentativa de golpe de Estado e o retorno da fome ao mapa mundial.

 

A boa notícia é que, nos últimos anos, parte desse caminho voltou a ser percorrida. O Brasil retomou programas sociais, reduziu novamente os índices de fome, ampliou investimentos em educação, voltou a valorizar o salário mínimo acima da inflação, registrou queda no desmatamento e recuperou protagonismo internacional. O Brasil de Lula e dos brasileiros voltou a discutir desenvolvimento, inclusão social e crescimento econômico como objetivos complementares, não como adversários.

 

Talvez a maior lição desses 24 anos seja que não existe milagre. Nem no futebol, nem na política. Assim como uma seleção campeã precisa de planejamento, talento e trabalho coletivo, um país melhor também depende de escolhas, investimento público e compromisso com quem mais precisa.

 

O Hexa ainda é um sonho. Mas, olhando para trás, fica evidente que as maiores vitórias do Brasil nem sempre vieram dos gramados. Muitas delas aconteceram quando milhões de brasileiros passaram a ter mais oportunidades, mais direitos e mais dignidade. E essa é uma taça que vale a pena disputar todos os dias.

 

Nessa encruzilhada que vivemos, com o avanço da extrema direita no mundo e aqui no Brasil, temos uma nova oportunidade histórica de seguir no prumo da reconstrução do país. Para isso, já temos uma Seleção afiada e pronta para mais uma partida decisiva em outubro. O nosso camisa 10 tem nome e sobrenome: Luís Inácio Lula da Silva. Eu já estou escalado para o time de Lula no Rio Grande do Norte ao lado de Cadu Xavier, Samanda Alves e outros companheiros e companheiras do PT e de partidos aliados.

 

Vamos juntos que a vitória virá.

Deputado Federal Fernando Mineiro

Sobre mim

Fernando Mineiro foi eleito deputado federal pelo Rio Grande do Norte (RN) em 2022, com 83.481 votos. Em sua trajetória política, cumpriu quatro mandatos como vereador na Câmara Municipal de Natal e outros quatro como deputado estadual na Assembleia Legislativa do RN.

 

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