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Flávio Bolsonaro quer entregar o Pix ao Trump

  • Foto do escritor: Fernando Mineiro
    Fernando Mineiro
  • 6 de jun.
  • 2 min de leitura

A viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos expôs, mais uma vez, o verdadeiro projeto político da família Bolsonaro: subordinar os interesses do Brasil aos interesses do governo de Donald Trump.


Os desdobramentos dessa aproximação já produzem consequências preocupantes para o país. Entre elas estão a taxação em 25% de produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas, medida que pode abrir brechas para questionamentos sobre a soberania nacional, e ameaças a instituições financeiras e empresas brasileiras. Nesse contexto, surge também um ataque ao Pix, uma inovação desenvolvida pelo Banco Central que se tornou patrimônio dos brasileiros.


Em declaração recente, o ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, interlocutor do irmão Flávio nos Estados Unidos, sugeriu que o Brasil substituísse o Pix pelo Zelle, sistema de transferências utilizado naquele país e com características bastante diferentes do modelo brasileiro.


Trocar o Pix pelo Zelle não seria apenas uma mudança tecnológica, significa abrir mão de uma solução nacional que revolucionou os meios de pagamento e se tornou referência internacional. O Pix movimenta trilhões de reais por ano, ampliou a inclusão financeira a serviços digitais, eliminou custos para milhões de usuários e facilitou a vida de trabalhadores, consumidores e pequenos empreendedores em todo o país.


Ao colocar em dúvida uma das maiores inovações financeiras já produzidas pelo Brasil, Flávio Bolsonaro demonstra desconhecer a importância estratégica do Pix para a economia nacional.


O sistema fortalece a autonomia do país, reduz custos, estimula a atividade econômica e beneficia diretamente a população.


O Brasil não precisa abrir mão de suas conquistas para copiar modelos estrangeiros. Defender o Pix é defender a capacidade do país de desenvolver soluções próprias, proteger sua soberania econômica e garantir que avanços construídos pelos brasileiros continuem servindo aos interesses dos brasileiros.


Quem ameaça o Pix ameaça muito mais do que uma ferramenta de pagamento: ameaça uma conquista que transformou a vida de milhões de pessoas e se tornou símbolo da capacidade de inovação do país.


Por isso, reeleger Lula é proteger nossa soberania, democracia e independência.

Deputado Federal Fernando Mineiro

Sobre mim

Fernando Mineiro foi eleito deputado federal pelo Rio Grande do Norte (RN) em 2022, com 83.481 votos. Em sua trajetória política, cumpriu quatro mandatos como vereador na Câmara Municipal de Natal e outros quatro como deputado estadual na Assembleia Legislativa do RN.

 

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