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Misógina, a extrema direita brasileira veste a carapuça

  • Foto do escritor: Fernando Mineiro
    Fernando Mineiro
  • há 17 horas
  • 2 min de leitura
Projeto de lei aprovado no Senado equipara crime de misoginia ao de racismo
Projeto de lei aprovado no Senado equipara crime de misoginia ao de racismo


A reação da extrema direita brasileira após a aprovação, pelo Senado Federal, do projeto de lei que equipara o crime de misoginia ao crime de racismo revela, mais uma vez, o desprezo dessa turma pelas mulheres.


Misoginia é o ódio, desprezo ou preconceito direcionado às mulheres. E está a um passo de ser considerado crime.


Podemos até discordar em vários temas, você e eu, mas o combate à violência contra as mulheres deveria estar acima de qualquer divergência ideológica. É o mínimo.


Por isso, é lamentável assistir um deputado como Nikolas Ferreira (PL-MG) classificar como “aberração” uma proposta que busca tratar o ódio e a violência contra as mulheres como crime, equiparando-o a delitos motivados por raça, cor, etnia, religião ou nacionalidade.


Da mesma forma, soa difícil de entender quando uma parlamentar, como a deputada Bia Kicis (PL-DF), afirma que o projeto alimenta uma “divisão entre homens e mulheres”. Afinal, divisão causada por quê?


Na prática, o Projeto de Lei nº 896/2023 aponta justamente na direção oposta: prevê punição mais rigorosa para quem promove ódio contra mulheres, tipificando essa conduta como crime inafiançável — algo que já acontece em casos de racismo e homofobia.


Se há algo que realmente aprofunda divisões, é o discurso de ódio que setores da extrema direita e do fascismo vêm disseminando no Brasil e em outras partes do mundo, especialmente contra mulheres e outras minorias.


Agora, o projeto segue para a Câmara dos Deputados, e nosso mandato seguirá firme na defesa da sua aprovação.


Diante de um cenário em que, a cada minuto, seis mulheres são vítimas de estupro e, em média, quatro são assassinadas por dia no país, parece no mínimo deslocado tentar desviar o foco desse debate.


Curiosamente, o senador Flávio Bolsonaro e a senadora Damares Alves votaram a favor da proposta. Coincidência ou não, 2026 é ano eleitoral — e o voto das mulheres, especialmente das que enfrentam violência, tem peso.


No fim das contas, fica a impressão de que parte da direita e da extrema direita acabou vestindo a carapuça. E, ao que tudo indica, já não consegue mais disfarçar.

Deputado Federal Fernando Mineiro

Sobre mim

Fernando Mineiro foi eleito deputado federal pelo Rio Grande do Norte (RN) em 2022, com 83.481 votos. Em sua trajetória política, cumpriu quatro mandatos como vereador na Câmara Municipal de Natal e outros quatro como deputado estadual na Assembleia Legislativa do RN.

 

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