O Brasil quer mais tempo
- Fernando Mineiro

- 16 de abr.
- 3 min de leitura

Está no ar a campanha “O Brasil quer mais tempo”, criada pelo PT em parceria com a iniciativa Pode Espalhar, em defesa do fim da escala 6x1 no país.
Nesta semana, o presidente Lula enviou ao Congresso uma mensagem em regime de urgência, que estabelece prazo de 45 dias para votação na Câmara e mais 45 dias para apreciação no Senado.
O projeto propõe a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado sem redução salarial. Desde a Constituição de 1988 — há 38 anos — o Brasil mantém a mesma exaustiva escala 6x1, que assegura apenas um dia de repouso semanal. É pouco tempo para o lazer, para a convivência familiar e, sobretudo, para o autocuidado e a saúde mental.
Como já era esperado, os setores mais conservadores e reacionários do empresariado, representados por parte significativa do Congresso, vêm tentando há mais de um ano adiar a votação do fim da escala 6x1. Financiados por interesses econômicos poderosos, como as Bets e plataformas, esses grupos resistem a qualquer avanço social que represente melhoria real na qualidade de vida da classe trabalhadora.
Agora, com a urgência constitucional, o cenário muda: a votação tem prazo. A bola está nas mãos do Congresso.
Mas é como tenho repetido: nada disso acontece por acaso. O conteúdo final do projeto dependerá diretamente da pressão popular e da mobilização social. A história do Brasil é clara: nenhuma conquista relevante foi alcançada sem a participação ativa do povo.
A expectativa é que, em até três meses, a proposta seja votada, beneficiando cerca de 37,2 milhões de trabalhadores — o equivalente a 74% dos profissionais com carteira assinada no país.
Paralelamente, um abaixo-assinado circula nas redes sociais para ampliar a pressão sobre o Congresso e acelerar a tramitação do projeto.
A campanha “O Brasil quer mais tempo” mira a redução da jornada de trabalho, mas dialoga com um conjunto mais amplo de demandas sociais. Esse é um debate sobre o direito ao tempo: tempo para viver, conviver e existir com dignidade.
Os governos do PT foram responsáveis por transformar a vida de milhões de brasileiros. Programas como o Bolsa Família — reconhecido internacionalmente como uma das maiores iniciativas de distribuição de renda do mundo —, além de Luz para Todos, Prouni, Fies, Lei de Cotas, Ciência sem Fronteiras, Pé-de-Meia, o programa de cisternas, a transposição do Rio São Francisco e o Mais Especialistas, entre tantos outros, são expressões de um projeto de desenvolvimento com inclusão social e redução das desigualdades.
E é justamente essa parcela significativa da população, que viu sua vida melhorar por meio de políticas públicas, que agora reivindica mais tempo — não apenas para descansar de jornadas exaustivas, mas também para continuar avançando em direitos e conquistas.
O Brasil quer mais tempo para viver com dignidade. Quer mais tempo para descansar, para estar com a família, para cuidar da saúde. Mas também quer mais tempo para seguir construindo um país mais justo.
O Brasil quer mais tempo com Lula na condução do país, o presidente que mais pensou e agiu em defesa dos interesses da classe trabalhadora e dos mais humildes.
No fundo, o debate sobre a jornada de trabalho é também um debate sobre o modelo de sociedade que queremos.
Acesse o site da campanha, assine o abaixo-assinado e participe dessa mobilização:



