O novo alerta de Lula para o avanço da extrema direita no Brasil e no mundo
- Fernando Mineiro

- 20 de abr.
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O presidente Lula fez um novo alerta às forças democráticas globais durante o Fórum Democracia Sempre, realizado no final de semana, em Barcelona, na Espanha. Ao destacar o avanço da extrema direita e o aumento da escalada de tensões e conflitos no planeta, Lula chamou a atenção dos líderes mundiais para a importância de enfrentar o problema com seriedade e equilíbrio, lembrando que o crescimento do fascismo não é um fato isolado e específico de um país ou continente.
Importante entender também que esse contexto global não está distante da realidade brasileira. Ao contrário, ele ajuda a explicar o surgimento e a permanência de forças políticas alinhadas ao extremismo, como o bolsonarismo. Trata-se de um fenômeno inserido em uma engrenagem internacional que se alimenta da desinformação, da polarização e do descrédito nas instituições democráticas.
Embora o Brasil tenha recentemente derrotado esse projeto nas urnas, sua base social e política segue ativa, organizada e disposta a retomar o poder. Isso exige atenção redobrada, pois a história recente demonstra que a erosão democrática não ocorre de forma abrupta, mas gradual, sustentada por narrativas que naturalizam o autoritarismo.
O dia 8 de janeiro de 2023 e os desdobramentos que vieram depois seguem vivos na memória coletiva do país. A tentativa de golpe articulada pelo ex-presidente, Jair Bolsonaro, acabou abortada, e ele e seus principais auxiliares foram todos investigados, julgados e condenados, como determina a lei. Mas seguem vivos e se apresentando com outros nomes, novas caras, mas o mesmo projeto de destruição do país.
Na crítica de Lula, a fragilidade do sistema internacional reforça a necessidade de democracias nacionais sólidas. Sem regras globais eficazes, cresce o risco de que lideranças autoritárias ampliem sua influência, tanto no cenário externo quanto interno.
Nesse sentido, as eleições de 2026 terão um peso que ultrapassa as fronteiras do país. Como tenho dito, e insisto nessa tese, não se trata apenas de escolher um governo, mas de reafirmar um compromisso com a democracia, com o respeito às instituições e com a soberania popular.
Derrotar o bolsonarismo e a extrema direita será, portanto, parte de um esforço maior: o de resistir a uma tendência global de retrocesso e garantir que o Brasil siga um caminho baseado no diálogo, na inclusão e no fortalecimento democrático.



