1º de maio: nas ruas, nas redes e na pressão pelo fim da escala 6 x 1
- Fernando Mineiro

- há 2 dias
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Neste 1º de maio, é indispensável refletirmos sobre o Brasil que queremos construir, agora e no futuro, para as trabalhadoras e os trabalhadores.
As recentes decisões aprovadas pelo Congresso Nacional deixam cada vez mais evidente o distanciamento entre a maioria do Parlamento e os interesses do povo. Episódios como a rejeição do nome de Jorge Messias para o STF e a redução das penas de Jair Bolsonaro, o arquiteto do golpe, e dos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro, reforçam uma postura que afronta princípios democráticos e ignora demandas sociais urgentes.
Diante desse cenário, reafirmo o que venho defendendo neste espaço: a aprovação do fim da escala 6 x 1 não virá sem mobilização popular. É fundamental ocupar as ruas, fortalecer o debate nas redes e pressionar diretamente deputados e senadores para que votem a favor dessa mudança.
Nesta semana, a Câmara dos Deputados finalmente instalou a Comissão Especial destinada a analisar as PECs que propõem a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo mais um dia de descanso sem redução salarial. Trata-se de um avanço importante, mas que ainda exige vigilância e participação ativa da sociedade.
Acompanho esse debate há anos e fui indicado pelo PT, junto com a deputada Natália Bonavides, para integrar, como suplentes, a comissão. Estarei presente nas reuniões e audiências públicas, contribuindo para o debate e enfrentando os setores ultraconservadores que resistem à proposta apoiada por mais de 70% da população.
Este não é apenas mais um tema legislativo, é uma pauta urgente, que dialoga diretamente com qualidade de vida, dignidade e justiça social. Em um país marcado por desigualdades históricas, reduzir a jornada de trabalho é dar um passo concreto na direção de um futuro mais equilibrado.
Mais do que nunca, este 1º de maio exige ação. Não basta reconhecer a importância da luta: é preciso ampliá-la. Porque direitos não se ganham, se conquistam. E o fim da escala 6 x 1 será resultado direto da pressão de quem se recusa a aceitar menos do que merece.



