Bolsonaro quer entregar as riquezas do Brasil pelas veias abertas de sempre
- Fernando Mineiro

- 2 de abr.
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Quando o assunto é atacar a soberania brasileira e entregar as riquezas naturais do país aos Estados Unidos, a família Bolsonaro é insuperável.
Após Jair Bolsonaro e seus filhos comemorarem o tarifaço de 50% imposto pelo governo Trump sobre produtos brasileiros, com impactos diretos na geração de empregos e na economia, agora é a vez de Flávio Bolsonaro defender o avanço dos EUA sobre as terras raras brasileiras.
Terras raras são um grupo de 17 elementos químicos usados em tecnologias modernas e na transição energética, como ímãs, telas e baterias.
Celulares, tablets, computadores e até sistemas de geração de energia que consumimos hoje dependem desses elementos para funcionar.
A segunda maior reserva de terras raras do mundo está no Brasil, atrás apenas da China.
Escalado pelo pai, diretamente da Papuda, para enfrentar Lula em outubro, Flávio Bolsonaro defendeu a entrega de riquezas naturais brasileiras de interesse do governo americano durante uma reunião de lideranças conservadoras e reacionárias nos EUA, país onde também se encontra foragido seu irmão, o ex-deputado cassado Eduardo Bolsonaro.
Essa turma pode ser chamada de tudo, menos patriota.
Ao ler as declarações de Flávio na imprensa, lembrei do livro Veias Abertas da América Latina, obra-prima do escritor uruguaio Eduardo Galeano.
O livro mostra como os países latino-americanos tiveram suas riquezas e patrimônios naturais historicamente dilapidados, especialmente por espanhóis, franceses e portugueses.
Parte desse material saqueado permanece, até hoje, exposta em museus europeus.
A diferença é que, na história contada por Galeano, os ladrões invadiram nossas terras e mataram nosso povo. Agora, a depender da família Bolsonaro, os invasores serão convidados a sentar à nossa mesa, deitar na nossa cama, levar nossos recursos e, se duvidar, ainda receberão o troco e um cafezinho no final.
As eleições de 2026 serão um divisor de águas na história da nossa democracia. O país não suporta mais um retrocesso como o vivido nos quatro anos em que a família Bolsonaro esteve no poder. Um projeto de desenvolvimento com avanços sociais, que defenda o patrimônio nacional e valorize nossas riquezas naturais, é o único caminho para consolidar um país autônomo, independente e soberano.



