Fim da escala 6 x 1: a pressão agora é no Senado
- Fernando Mineiro

- 9 de jun.
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A PEC que estabelece o fim da escala 6 x 1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais chegou ao Senado, e a bancada do PT já atua para acelerar sua tramitação e garantir a aprovação do projeto o mais rapidamente possível.
A urgência se justifica pela relevância da proposta para a sociedade brasileira. Pesquisas recentes mostram que mais de 70% da população apoia a redução da jornada e o fim de um modelo de trabalho que compromete a qualidade de vida de milhões de trabalhadores.
Embora a PEC tenha sido aprovada por ampla maioria na Câmara dos Deputados, os setores ultraconservadores ligados ao empresariado e historicamente contrários aos avanços sociais no Brasil não desistiram de enfraquecer e boicotar a proposta.
Um dos principais porta-vozes desse grupo no Congresso Nacional é o senador Rogério Marinho, velho conhecido do povo potiguar e atual coordenador nacional da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Ambos compartilham uma visão que, na prática, impõe obstáculos à conquista de mais direitos e melhores condições de vida para a classe trabalhadora.
Marinho já apresentou uma PEC alternativa que abre espaço para que a jornada de trabalho fique cada vez mais sujeita a negociações diretas entre patrões e empregados. Na prática, a proposta amplia a precarização das relações de trabalho e pode comprometer garantias fundamentais de descanso e proteção social, o que pode resultado numa inacreditável escala 7 x 0, sem descanso garantido ao trabalhador.
Essa turma não está para brincadeira nem disposta a aceitar passivamente uma das mais importantes conquistas trabalhistas das últimas décadas. E já sabemos que fará todo o possível para desfigurar um projeto construído ao longo de cinco meses de intensos debates e negociações na Câmara dos Deputados. Não é hora de arrefecer nem de baixar a guarda.
As mobilizações realizadas nos estados e municípios foram decisivas para pressionar os deputados federais a aprovar a proposta e, agora, serão ainda mais importantes para enfrentar a resistência do consórcio formado pelo Centrão e pela extrema direita no Senado.
O fim da escala 6 x 1 e a redução da jornada para 40 horas dependem, mais uma vez, da força da mobilização popular, nas redes e nas ruas. Já demonstramos que essa mudança histórica é possível. Agora, é preciso garantir sua aprovação definitiva para consolidar uma das mais relevantes conquistas sociais das relações de trabalho desde a redemocratização do Brasil.



